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6 tipos de anestesias utilizadas em animais: conheça as opções e como escolher a melhor

Conheça os 6 principais tipos de anestesia veterinária, seus riscos e como escolher a técnica certa conforme o porte, o procedimento e a saúde do paciente.

6 tipos de anestesias utilizadas em animais: conheça as opções e como escolher a melhor

Por que a anestesia é essencial em procedimentos veterinários?

A anestesia funciona como muito mais que um método para evitar dor durante intervenções. Sua aplicação está diretamente ligada à segurança e ao bem-estar do animal, além de facilitar o trabalho dos veterinários.

Os principais motivos para sua utilização incluem: redução da dor e do estresse, já que a principal função da anestesia é bloquear a percepção de dor, evitando que o animal sofra durante procedimentos cirúrgicos ou diagnósticos invasivos, além de reduzir o estresse que poderia ser causado pela contenção física.

Segurança durante cirurgias e exames: com o animal sedado, os movimentos involuntários são eliminados, o que contribui para um procedimento mais seguro e preciso. Isto é fundamental em cirurgias delicadas ou exames como radiografias e tomografias.

Conformidade com normas e regulamentações: o uso de anestesia é também uma exigência ética e legal, garantindo que os procedimentos veterinários sejam realizados de acordo com padrões que priorizam o bem-estar animal.

Recuperação controlada: uma anestesia bem administrada permite que o animal tenha uma recuperação tranquila, com menor risco de complicações no pós-operatório.

Quais os principais tipos de anestesias utilizadas em animais?

Na veterinária, a escolha do tipo de anestesia depende de fatores como o porte do animal, o tipo de procedimento e as condições de saúde do paciente.

1. Anestesia Local

Indicada para procedimentos simples, como suturas ou retirada de pequenos nódulos. Atua em uma área específica do corpo, bloqueando temporariamente a percepção de dor no local. É uma opção prática e de baixo custo, com poucas contraindicações.

Riscos e complicações: reações alérgicas ao anestésico, hematomas ou infecções no local da aplicação.

2. Anestesia Regional

Utilizada para bloquear a dor em uma região maior do corpo, como membros ou abdômen. Muito comum em cesáreas e cirurgias ortopédicas. A anestesia regional proporciona um efeito prolongado, sendo muitas vezes combinada com sedação para maior conforto do animal.

Riscos e complicações: lesões nervosas, queda de pressão arterial ou reações sistêmicas aos anestésicos.

3. Anestesia Geral Inalatória

Nesta técnica, o anestésico é administrado por via respiratória, geralmente através de uma máscara ou tubo traqueal. É indicada para cirurgias mais longas ou invasivas, permitindo ajustes rápidos na profundidade anestésica. Sua principal vantagem é o controle preciso durante o procedimento, mas exige equipamentos especializados.

Riscos e complicações: problemas respiratórios, hipotermia ou reação adversa aos agentes anestésicos.

4. Anestesia Geral Intravenosa

Neste caso, o anestésico é administrado diretamente na corrente sanguínea, proporcionando uma indução rápida. É indicada para procedimentos de curta duração ou como complemento da anestesia inalatória. Embora eficaz, o controle da profundidade anestésica pode ser mais desafiador em comparação à inalatória.

Riscos e complicações: dificuldade em ajustar a profundidade anestésica, depressão respiratória ou reação adversa aos fármacos.

5. Anestesia Dissociativa

Muito utilizada em animais de pequeno porte e em situações de emergência, essa técnica induz um estado de transe, em que o animal não percebe a dor, mas mantém algumas funções motoras. É especialmente útil em procedimentos rápidos e em pacientes com dificuldade de sedação.

Riscos e complicações: hipersalivação, hipertensão ou tremores musculares.

6. Anestesia Total Intravenosa (TIVA)

Consiste no uso exclusivo de medicamentos intravenosos para indução e manutenção da anestesia. É uma alternativa quando o uso de anestesia inalatória não é possível, oferecendo boa estabilidade hemodinâmica.

Riscos e complicações: reação adversa à medicação.

Como escolher o tipo de anestesia correto?

A escolha do tipo de anestesia mais adequado depende de uma análise criteriosa de diversos fatores.

Avaliação do risco cirúrgico: classificações como a ASA (American Society of Anesthesiologists) ajudam a determinar o risco anestésico baseado na condição clínica do paciente.

Características do animal: fatores como porte, idade, espécie e condições pré-existentes devem ser considerados para minimizar os riscos.

Tipo e duração do procedimento: procedimentos rápidos podem ser realizados com anestesias locais ou dissociativas, enquanto intervenções mais complexas geralmente requerem anestesia geral.

Condições do equipamento e habilidade da equipe: a disponibilidade de equipamentos adequados e a experiência da equipe veterinária são cruciais para a escolha e administração da anestesia.

Monitoramento e segurança durante procedimentos anestésicos

Independentemente do tipo de anestesia, o monitoramento anestésico constante do animal é fundamental para garantir sua segurança.

Os principais parâmetros a serem avaliados incluem: frequência cardíaca e respiratória, que indicam a estabilidade do paciente; oxigenação (SpO2), que monitora a saturação de oxigênio no sangue; e pressão arterial, que ajuda a identificar alterações hemodinâmicas durante o procedimento.

Equipamentos como monitores multiparamétricos são indispensáveis para acompanhar esses sinais vitais e ajustar a anestesia conforme necessário.

INmonitor: o monitor multiparamétrico da INpulse

O monitor multiparamétrico INmonitor, desenvolvido pela INpulse, é uma solução completa para o monitoramento anestésico veterinário. Com ele, é possível avaliar parâmetros essenciais em tempo real, garantindo maior segurança durante os procedimentos.

Além disso, o INmonitor oferece precisão nos resultados, com tecnologia de ponta para leituras confiáveis; interface intuitiva, fácil de usar, otimizando o tempo da equipe veterinária; e versatilidade, sendo ideal para animais de diferentes portes e espécies.

Conclusão

A anestesia veterinária é uma área em constante evolução, essencial para garantir o bem-estar animal e a eficiência nos procedimentos.

Com o conhecimento sobre os diferentes tipos de anestesias e o uso de tecnologias avançadas como o INmonitor, os profissionais têm à disposição recursos valiosos para um atendimento seguro e de alta qualidade.

Fontes

  1. 2020 AAHA Anesthesia and Monitoring Guidelines for Dogs and Cats. (2020) PMID 32078360
  2. The American College of Veterinary Anesthesia and Analgesia Small Animal Anesthesia and Sedation Monitoring Guidelines 2025. (2025) PMID 40447502
  3. The risk of death: the confidential enquiry into perioperative small animal fatalities. (2008) PMID 18466167
  4. Is an epidural component during general anaesthesia for caesarean section beneficial for neonatal puppies' health and vitality? (2022) PMID 35500422
  5. Evidence for the use of total intravenous anaesthesia versus inhalant anaesthetics in dogs: a systematic review. (2026) PMID 41619705